A Vigilância Epidemiológica (VE) de Piracicaba (SP) confirmou a primeira morte por dengue na cidade em 2024. O resultado foi apontado em exame do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo (SP). A paciente era uma mulher, com idade entre 70 e 79 anos, residente na região central do município. O óbito, segundo a Secretaria de Saúde de Piracicaba, ocorreu entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março.
O caso é autóctone (de origem local) e o primeiro identificado como sorotipo 2 da dengue. Piracicaba soma 3.020 casos positivos de dengue até esta terça-feira (19). Três óbitos suspeitos ainda estão em investigação. Entenda o que isso significa e a diferença entre os sorotipos.
A Secretaria de Saúde ressalta que segue monitorando os casos de dengue no município e continua com o trabalho intenso de combate ao mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.
“Com apoio do Programa Municipal de Combate ao Aedes (PMCA), vinculado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), os agentes de saúde e zoonoses ampliaram suas atividades com ações orientativas e educativas casa a casa de segunda a sexta-feira”.
Os arrastões e mutirões seguem todos os sábados e as equipes de nebulização seguem atuando em regiões com maior número de casos, além das ações de remoção de inservíveis em residência de acumuladores, entrada forçada em locais suspeitos para criadouros, entre outras ações.
Toda pessoa que apresentar febre de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde mais próximo da sua casa para atendimento médico.
Em Piracicaba são mais de 70 unidades abertas (USF, UBS, CRAB e UPA) com equipes preparadas para atender e acompanhar os casos suspeitos e confirmados da doença.
Quando buscar atendimento? Na metrópole, a orientação da Secretaria de Saúde é que todo morador que apresentar febre alta (39ºC a 40ºC) de início repentino e tiver pelo menos dois dos demais sintomas, deve procurar imediatamente um serviço de saúde.
SAIBA ONDE BUSCAR ATENDIMENTO EM CASO DE SINTOMAS
Os principais sintomas, além da febre, são: dor de cabeça, prostração (fraqueza, abatimento, moleza), dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos.
Piracicaba (SP) já tinha ultrapassado os 2,3 mil casos de dengue até a última sexta-feira (15), conforme divulgação pela Secretaria de Saúde. Foram confirmados 324 casos em uma semana, uma média de 46 por dia.
Veja, abaixo, a evolução da doença desde janeiro. 👇
Ao todo são 2.303 casos de dengue de 1º de janeiro até esta sexta-feira (15). Apesar da alta de casos, Piracicaba não contabiliza mortes por dengue este ano. Na última semana eram 1.979 casos.
O número de confirmações nesta semana é maior do que o registrado nos sete dias anteriores, quando foram 274 ao todo.
Os dados são atualizados todas as sextas-feiras pela prefeitura desde o início de fevereiro. Em janeiro, a Secretaria de Saúde divulgava as informações também uma vez por semana, mas não necessariamente às sextas-feiras.
Veja a evolução da doença por semana no gráfico, abaixo. 👇
Apesar do número alto de casos, Piracicaba não tem epidemia de dengue em 2024, segundo a prefeitura. Para que seja confirmada epidemia da doença, são necessários dois fatores:
A maioria dos casos (1.093) é da região Leste da cidade. Essa região compreende os bairros Agronomia, Cecap, Conceição, Dois Córregos, Jardim Abaeté, Jardim São Francisco, Monte Alegre, Morumbi, Piracicamirim, Pompéia, Santa Cecília, Santa Rita, Taquaral, Unileste, Vila Independência, Vila Monteiro e adjacências.
Segundo a prefeitura, os casos são divididos nas demais regiões da seguinte forma:
Veja algumas das orientações da Saúde para evitar a dengue:
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